quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Never End

Eu estava quebrada, mas meu corpo continuava a andar,
Eu estava morta, mas meus pulmões continuavam a circular o ar,
Eu estava deitada, mas minha alma não estava lá,
Eu olhava para o teto sem conseguir dizer nada,
Mesmo quando tudo me vinha a cabeça,
Eu só conseguia sentir as lágrimas escorrendo no canto dos meus olhos,
Como se fosse a única coisa que meu corpo inteiro
Mas minha alma debilitada pudesse fazer.
Meu coração subia para a garganta e minhas mãos não se levantavam,
'Que estado lamentável essa menina chegou',
Eu ouvia as pessoas dizerem pela janela, e sem conseguir virar a cabeça, olhava de canto.
'Sua alma está morta, ou seu corpo fraco?',
Se perguntavam olhando com pena o meu estado, completamente anestesiada,
Triste demais para se importar com o que pensavam
Eu, com muito esforço virei a cabeça e trouxe a mão ao coração,
Como se quisesse arrancá-lo e mostrar para essas pessoas
O que estava me fazendo mal.
Mas por mais que eu fizesse, que eu tentasse demonstrar,
Ninguém conseguia enxergar.
Eu estava sumindo, via meu corpo se deteriorar aos poucos,
Vi minha alma sair pela janela e andar entre as pessoas,
Elas me olhavam como se nunca tivessem visto alguém sendo tomada pela escuridão,
Eu concordo, difícil de achar.
Eu, aquela menina deitada na cama, morrendo aos poucos,
Sentindo a dor da morte chegar e me arrancar de mim,
Consegui abrir a boca e dizer: 'obrigada por ser motivo da minha felicidade,
Obrigada por não me deixar quando pedi,
Obrigada por me permitir te amar,
Você salvou minha vida mesmo quando imaginava que não podia salvar a sua,
Nunca vai acabar e eu nunca vou morrer, pois você fez minha alma plena,
Fez meu coração bater e agora tudo tem sentido, eu te amo'.
Já com a boca seca, caiu a última lágrima de meu rosto e meu olhos se fecharam,
Então eu adormeci.


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